REVISTA SÃO MAMEDE

quinta-feira, 30 de março de 2017

Escândalo no Clementino: dossiê protocolado no MP revela esquema de plantões, “gafanhotagem” e servidores fantasmas

Hospital Clementino Fraga

Um dossiê que foi protocolado, último dia 17, junto à Ouvidoria da Secretaria de Saúde do Estado e ao Ministério Público do Estado é nitroglicerina pura contra a direção do Hospital Clementino Fraga. Tão explosivo, que, logo depois, a direção iniciou um processo de perseguição a servidores, e o caso o terminou ganhando domínio público.

O servidor efetivo, Giusepe Cavalcante, um dos perseguidos, chegou a publicar nas redes sociais: “E de mansinho uma ditadura civil está tomando conta do Complexo Hospital Clementino Fraga… Nos difíceis tempos da ditadura militar, as leis, inclusive a Constituição, eram solenemente ignoradas. Era tudo na base do “prendo e arrebento”.

Mais: “Os atuais ditadores, em todos os níveis, fingem ignorar as leitas para não ter que obedecê-las e aplica-las. E praticam o assédio moral descaradamente. Após denunciar Direção Geral e Gerência de Enfermagem  em “esquema” a Secretaria Estadual de Saúde e o Ministério Público do Estado, servidor que não responde processo ético e administrativo é imediatamente devolvido à SES”.

Esquema – Conforme o dossiê, há um esquema de plantões, em que os servidores são registrados como prestadores de 13 plantões, mas que, “na verdade, só recebem por dez”. O valor correspondendo aos três, segundo a denúncia, é repassado para os coordenadores, “e é um mistério o que fazem com esse dinheiro”. Cada plantão tem o valor de R$ 60 e três equivalem a R$ 180, por pessoa: “É muito dinheiro, somando todos os plantonistas”.

Eles citam o nome de Maísa Lira, como a pessoa que “administra” esse dinheiro. Pelo que circula nas dependências, parte desse dinheiro seria para o pagamento de “voluntários”, pessoas recrutadas para prestar serviço, sem serem concursadas, que recebem dessa forma. No jargão político mais conhecido como “gafanhotagem” (de gafanhoto).

“O Giuseppe foi perseguido pela diretora Adriana Teixeira, devolvido para a Secretaria por ter denunciado o esquema, outras pessoas foram demitidas. Quem falar, é punido. A gente trabalha das 7h às 17h, num regime de ditadura mesmo. A gente sofre demais, vendo tudo isso, fora os servidores fantasmas que ganham sem trabalhar, e nada podemos dizer. Giuseppe denunciou e foi perseguido”, diz uma servidora ao Blog.



Caso Clementino dossiê 30mar2017

Caso Clementino dossiê 02 30mar2017
Caso Clementino postagem Giuseppe 24mar2017

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