O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ainda cultiva a dúvida se deverá ser ou não candidato a governador. Analisa a perspectiva de projeção nacional e não desconhece a pressão dos aliados para disputar novamente o comando político-administrativo do Estado. Mas o PSDB deverá desembarcar do governo do Estado até o fim do mês de fevereiro. Talvez até meados do próximo mês. É o que tucanos emplumados e do bico grande têm informado nas últimas horas.
O presidente estadual do PSDB, deputado Ruy Carneiro, defendia que essa posição do partido, que teria conotação ética – a de não ser acusado de usar do governo até a undécima hora -, deveria ser tomada em janeiro. Não conseguiu. Mas agora parece que a coisa vai.
O discurso não deverá ser de rompimento com o governador Ricardo Coutinho (PSB). A alegação deverá ser a de deixar o governo para analisar mais livremente a possibilidade de lançamento da candidatura de Cássio.
Caso a opção, lá em maio ou junho, seja pela candidatura própria, o rompimento de consumaria. Caso seja pela continuidade da aliança PSDB-PSB, o partido voltaria ao governo, certamente cobrando mais espaços.
Lógico que a decisão de sair do governo vai ser entendida como rompimento e os acontecimentos podem se precipitar, com radicalismos de ambos os lados (tucanos e socialistas), já que é muito remota a possibilidade de controle dos excessos de manifestações de aliados das duas forças políticas.
Disposição
Há quem ainda defenda dentro do PSDB que o partido deva apenas colocar os cargos à disposição do governador Ricardo Coutinho, transferindo para ele a responsabilidade da demissão. Outra corrente defende a entrega de todos os cargos. Mas existem também as correntes que defendem a manutenção da aliança com o PSDB e a que defende o rompimento puro e simples.
Que cargos?
Não se sabe ainda que cargos o PSDB vai considerar que ocupa no governo Ricardo Coutinho. Outro dia, o senador Cássio Cunha Lima deu a entender que reconhece apenas a presença do secretário Gustavo Nogueira (Planejamento e Gestão). Mas alguns governistas falam até de centenas de cargos ocupados pelo PSDB nos demais escalões do governo.
Seja como for, a política da Paraíba deverá experimentar um fato novo nas próximas semanas, capaz de precipitar e agitar a disputa de 2014, que é o possível desembarque dos tucanos do governo do Estado.
Josival Pereira
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