REVISTA SÃO MAMEDE

sexta-feira, 25 de julho de 2014

Réu confesso de Grasielle é condenado a 16 anos e 6 meses de prisão

Após nove horas de julgamento, o réu confesso de Grasiele Ramalho Sátiro, de 26 anos, , Samuel Rosendo da Silva Júnior, de 32 anos, foi condenado a 16 anos e 6 meses de prisão. 

O crime aconteceu no dia 22 de março de 2013 em uma residência localizada na Ruas Elias Asfora, bairro Maternidade. A vítima estava na casa do designer gráfico José Carlos, quando foi surpreendida pelo acusado que após invadir a residência, desferiu vários golpes de faca contra Grasiele. A vítima faleceu ainda no local e o acusado fugiu e foi capturado pela Polícia dias após o crime.

O julgamento foi realizado no Fórum Miguel Sátyro e dezenas de pessoas acompanharam  os trabalhos.

Um forte esquema de segurança foi montado e vários policias militares estiveram o tempo todo no Fórum, garantindo a segurança dos presentes.
 
Vários vídeos com depoimentos de testemunhas foram exibidos e alguns depoimentos foram prestados no julgamento.

O tempo todo cabisbaixo, Samuel respondeu todas as perguntas da juíza Dra. Isabella Joseane Assunção Lopes de Sousa e em seu depoimento justificou o crime, dizendo que havia matado a ex-namorada porque havia perdido a cabeça, ao vê-la seminua com outro homem.

Ao relembrar o dia do crime, Samuel contou que estava indo para o trabalho com um colega, quando viu a vítima entrando na residência de Carlos designer, em um veículo de cor preta. Bastante nervoso, pediu que o motorista parasse o carro, com a recusa, Samuel pulou do carro em movimento, pulou o muro da residência com cerca de 2 metros e meio de altura entrou na casa: “A partir desse momento eu não lembro mais o que houve. Foi um momento de loucura”, falou.

O réu ainda disse estar arrependido pelo crime cometido e contou no julgamento que uma hora antes do ocorrido, Grasiela teria lhe enviado mensagens pelo celular, dizendo que o amava.

Ainda em depoimento, o acusado afirmou que os dois mantiveram um relacionamento de 7 anos e que em nenhum momento estiveram separados: “Apesar da família ter dito que estávamos separados há quatro anos, estávamos nos encontrando escondido, pois a mãe dela não queria nosso relacionamento”, disse.

A acusação se baseou na tese de que Grasiela não queria mais o relacionamento e vivia com medo de Samuel. Já a defesa, pontuou todo o tempo que os dois nunca se deixaram e que o fato de haver uma terceira pessoa na relação teria sido a principal motivação do crime.

Para o advogado do acusado, Dr. Taciano Fontes, a pena aplicada foi justa e satisfatória: “Em nenhum momento a defesa quis pedir a absolvição do réu. Queríamos pedir a redução da pena. Dessa maneira, acreditamos que a pena aplicada vai reprimir a conduta e ao mesmo tempo nosso cliente não ficará preso por um longo tempo”, destacou.

Já a Promotoria destacou o combate da violência contra a mulher e disse que a pena aplicada estava dentro do aceitável: “Lutamos aqui contra a violência contra a mulher, pois o Ministério Público tem como compromisso de educar as pessoas, inclusive com condenações criminais”, frisou.

A mãe de Grasiele, Adeilza Ramalho, comemorou a pena aplicada e disse que a justiça foi feita: “Estou aliviada porque agora sei que minha filha vai descansar em paz”, disse.

Nem defesa nem Promotoria irão recorrer.

Na saída de Samuel do Fórum, os familiares se aglomeraram com cartazes e fotos da vítima e aos gritos de “assassino”.

O réu foi condenado a 16 anos e 6 meses de reclusão, em regime fechado. A pena definitiva ficou em 15 anos e 2 meses, tendo em vista o tempo que o acusado já passou na cadeia após o crime. Samuel  foi conduzido para o Presídio de Segurança Máxima Romero Nóbrega, onde deverá cumprir a pena.
 
maispatos.com 

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