REVISTA SÃO MAMEDE

domingo, 9 de novembro de 2014

Tenente Cascudo e a filha da vítima relatam caso de negativa de socorro por parte do SAMU da cidade de Patos

Teve repercussão estadual o caso ocorrido na cidade de Patos na noite desta sexta-feira, dia 07, envolvendo o médico-regulador do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) que negou atendimento de socorro à senhora Maria do Socorro Paulo de Figueiredo (foto 2), 67 anos, residente no Bairro Matadouro, em Patos.
A senhora Maria do Socorro veio a óbito depois da frustração da família, de vizinhos e da própria Polícia Militar durante a solicitação de socorro através do serviço 192. O médico-regulador do SAMU negou o pedido de envio de ambulância negado conforme informações colhidas.
A reportagem do Patosonline.com e da Rádio Espinharas de Patos ouviu Kergivânia Paulo, filha da vítima, Marília Santana, vizinha e o Tenente CPU Cascudo do 3º Batalhão de Polícia Militar (3º BPM) sobre o caso.
Tenente Cascudo relatou que foi acionado pelo Centro Integrado de Operações (CIOP) da Polícia Militar para comparecer à casa da vítima em busca de checar as informações. Ao chegar se deparou com a viatura do Corpo de Bombeiros que atendeu a solicitação de socorro, porém não puderam fazer mais nada, pois a senhora já estava em óbito. Tenente Cascudo se dirigiu até o SAMU e deu voz de prisão ao médico. “O Sargento M. Alves, que estava no COPOM, ligou para o médico, ligou para o SAMU, o médico disse ‘não mando e nem vou mandar a viatura’...Eu fui até o SAMU e dei voz de prisão ao médico por omissão de socorro. Ele (médico) foi levado a delegacia para as providências cabíveis”, relata Cascudo.
Kergivânia Paulo, filha da vítima, disse: “O médico perguntou o que ela tava sentindo. Eu disse que ela tava com uma dor em cima do peito e puxando para a boca do estômago tomando o fôlego dela. Ele disse que isso não era problema de coração e sim de gastrite. Ele mandou eu dar uma injeção, mas eu disse que não tinha como conseguir essa injeção. Eu perguntei se ele não ia mandar o SAMU para socorrer ela. Ele disse que não ia mandar que isso não era caso de SAMU”.
A senhora Marília Santana, vizinha da vítima, confirma a aflição e diz que também tentou ajudar explicando o caso ao SAMU, mas não teve êxito na solicitação da ambulância.
De acordo com Anderson Sóstenes, diretor do SAMU, o médico acusado foi afastado para que sejam apuradas todas as informações. O sistema do SAMU grava todas as ligações realizadas ao órgão. Esse sistema ajudará nas investigações sobre o caso. O CRM/PB também foi acionado.


Jozivan Antero – Patosonline.com


OUÇA entrevista com Tenente Cascudo, Kergivânia Paulo e Marília Santana:

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