De acordo com o procurador da República Oscar Costa Filho, a íntegra do relatório e peças do inquérito serão anexadas ao recurso do MPF que tramita no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, no Recife (PE). Costa Filho pediu o cancelamento do exame diante dos primeiros indícios logo após o exame, em novembro.
Em entrevista coletiva na tarde de hoje, Costa Filho afirmou que o esquema de venda de gabarito e fraude na prova está se ampliando com o passar dos anos: "[O que se percebe é que] está à disposição logística mais sofisticada".
Frase
Segundo o MPF, um trecho do relatório mostra que os candidatos receberam fotografias das provas e tiveram acesso aos gabaritos e ao tema da redação antes do início do exame.
Ainda de acordo com o MPF, os candidatos tiveram acesso à "frase-código" da prova rosa, o que permitia que candidatos que deveriam fazer provas diferentes da rosa pudessem preencher o cartão de respostas de acordo com o gabarito transmitido pela quadrilha. Essa frase escrita no gabarito é a que identifica a correção conforme a cor dos cadernos.
Procurada pela reportagem, a assessoria de imprensa do Inep, afirmou que ainda tinha conhecimento ao relatório da PF e, por isso, não se pronunciou oficialmente em um primeiro momento. O Inep é a instituição do MEC (Ministério da Educação) responsável pelo exame.
Por volta das 16h, o Inep liberou uma nota em que desmente a conclusão do inquérito e nega que tenha havido vazamento.
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